Autor: vitortfil@gmail.com

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  • Os Doze Passos Espirituais no Grupo Fênix Resgatando Vidas

    Os Doze Passos Espirituais no Grupo Fênix Resgatando Vidas

    O programa de Doze Passos Espirituais foi criado nos Estados Unidos, inicialmente para o tratamento do alcoolismo. Mais tarde, foi estendido para praticamente todos os tipos de dependência química.

    Esse programa se transformou na ideia central dos grupos de mútua ajuda e, após algum tempo, essa técnica também passou a ser utilizada nos Narcóticos Anônimos.

    Os nossos acolhidos se recuperam conhecendo, compreendendo e praticando os 12 Passos Espirituais do Narcóticos Anônimos.

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    Este método faz com que a terapia e o período para reabilitação não sejam tão pesados e agressivos e diminuem, gradativamente, a possibilidade de recaídas.

    Quando o dependente químico aprende e aplica os 12 Passos, ele cria uma conexão com a sua espiritualidade, além de ser realizada uma reprogramação de valores, crenças, hábitos, comportamentos e responsabilidades consigo, seus familiares e a sociedade.

    Esse programa é muito mais do que um modelo de tratamento, é uma filosofia de vida que permite que o adicto consiga conduzir a sua vida por uma direção que lhe permite viver de forma saudável.

    Os 12 passos são uma ferramenta para qualquer adicto que queira se recuperar, visto que podem ser utilizados em qualquer momento de suas vidas, minimizando os problemas causados pela doença.

    Nós praticamos reuniões diárias sobre os Doze Passos, fazendo com que nossos acolhidos aprendam, através da partilha, sobre sua doença, Poder Superior, espiritualidade, Defeitos de Caráter que devem combater, entre diversos outros pontos positivos, como meditação e uma análise semanal sobre suas atitudes e comportamentos.

    Assim, conseguimos tornar a recuperação em uma experiência confortável e inspiradora, com tratamentos avançados para que o acolhido possa viver uma vida nova, com total controle de suas atitudes e comportamentos!

    Enfim, os Doze Passos são o mecanismo de defesa do adicto.

    Não consegue retomar o controle de sua vida? É difícil ter controle sobre suas atitudes e comportamentos?

    Você pode estar vivendo uma adicção crônica, e isso é um assunto muito sério!

    As drogas tiram o seu bem-estar e a sua qualidade de vida. Assim, falta autoestima e autoconfiança para que você possa alcançar a sua melhor versão.

    Quer dar um basta na dependência química e voltar a ter o brilho nos olhos que irá te proporcionar uma vida feliz e serena?

    Surpreenda-se com uma experiência de recuperação inigualável e humanizada com o Grupo Fênix Resgatando Vidas!

     

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  • Dependente químico: 5 fatores essenciais para se recuperar

    Dependente químico: 5 fatores essenciais para se recuperar

    Neste artigo você vai descobrir 5 fatores para um dependente químico se recuperar! 

    • A dependência química e o alcoolismo são doenças que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo.
    • São causadoras de outras doenças e são letais.
    • Muitas vezes, você pode sofrer ou ver alguém de seu círculo social sofrendo. Depressão, ansiedade, nervosismo, confusão de emoções e sentimentos, mudanças comportamentais bruscas. Entre diversos outros sintomas prejudiciais ao corpo, à mente e ao espírito.
    • O alcoolismo é uma doença crônica, progressiva e fatal, a qual consiste no uso compulsório do álcool.
    • A maioria tem dificuldades de entender que é uma doença crônica, a qual envolve os sistemas fisiológicos e psicológicos, e que causa graves danos à saúde.

    Através de um programa de recuperação como o do Grupo Fênix Resgatando Vidas, o paciente voltará a ter uma vida saudável. Segundo nossos princípios de desenvolvimento, que envolvem amor, diálogo e lazer, fazemos com que cada adicto exercite seu cérebro e preencha o vazio deixado pela falta do álcool e das drogas.

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    Viés psicológico do dependente químico

    O uso das drogas e/ou do álcool é apenas um ponto da doença. Visto que antes que o indivíduo faça o uso de substâncias, existem uma série de fatores e comportamentos que levam o mesmo a tomar tal decisão.

    A adicção é uma doença incurável, mas, por outro lado, quando tratada de maneira sadia e bem compreendida, geramos excelentes resultados.

    Uma criança teimosa, de gênero forte, que faz pirraça por qualquer motivo ou até mesmo se faz de vítima o tempo todo, tem grande chance de desenvolver a adicção ativa na adolescência.

    Isso acontece porque a adicção é uma doença comportamental. Por isso, observar o comportamento de uma criança de perto pode evitar que no futuro ela inicie a fase ativa da adicção, que é o uso das substâncias psicoativas.

    Se você conhece algum dependente químico, é nossa obrigação dizer que pode voltar a ter o brilho no seu olhar e aproveitar toda a magia de viver!

     

    1 – Prevenção à recaída

    Através do Plano de Prevenção de Recaída o acolhido aprende a identificar os principais fatores que podem levá-lo à recaída.

    Sabendo disso, ele aprende a traçar planos para que tais fatores não venham a acontecer com o passar do tempo.

    É de extrema importância o adicto saber e aceitar que ele tem uma doença crônica, progressiva e fatal.

    Por isso, sempre deve estar alerta quanto ao seu tratamento, que deve continuar por toda vida, mesmo fora da comunidade terapêutica.

     

    2 – O Tripé da Recuperação

    Você pode estar cansado dos prejuízos causados por uma vida de drogas. E com certeza chegou o momento de sustentar a sua recuperação.

    O Tripé da Recuperação da estrutura para os acolhidos conseguirem:

     

    • Ser honestos consigo e com o próximo;
    • Ter boa vontade para se recuperarem;
    • Ter a mente aberta para entenderem que a adicção é uma doença crônica, progressiva e fatal.

     

    Somente assim é possível aproveitar 100% dos resultados de uma recuperação única e inspiradora.

     

    3 – Apoio e amor

    Pessoas que vivenciam a dependência química de um parente ou pessoa próxima costumam acreditar que essa é uma situação incontrolável. Por isso não conseguem enxergar meios de ajudar.

    Tratar um dependente químico é uma atitude de coragem, mas sobretudo de amor com quem sofre com a doença.

    A maior parte das pessoas que passam pelo processo de tratamento não só deixam de beber álcool e usar drogas. Também melhoram seu funcionamento ocupacional, social e psicológico.

    Sendo assim, é imprescindível que a família e amigos apoiem o dependente em momentos difíceis.

     

    4 – 12 Passos Espirituais do Narcóticos Anônimos

    A filosofia do programa dos 12 passos espirituais do Narcóticos Anônimos convida o acolhido a um mergulho profundo na consciência das suas limitações perante a doença.

    Também cria nele um elo saudável com a sua espiritualidade, além promover uma reprogramação de valores, crenças e responsabilidades consigo, seus familiares, amigos e o seu semelhante.

    Esse programa é muito mais do que um modelo de tratamento, é uma filosofia de vida que permite que o adicto consiga conduzir a sua vida por uma diretriz que lhe permite viver de forma saudável e conectado positivamente com a sua espiritualidade, família e sociedade.

     

    5 – Os defeitos de caráter

    Os defeitos de caráter estão presentes na vida de qualquer pessoa. Mas, quando se trata de um adicto, eles são muito mais visíveis e prejudiciais.

    Como sabemos, a adicção é uma doença comportamental. Sendo assim, os defeitos de caráter são falhas comportamentais que podem permitir a compulsão e obsessão, prejudicando o progresso de um adicto em recuperação.

    Por este motivo é muito importante lutar contra os defeitos de caráter, sempre com a ajuda do Poder Superior, para conseguir eliminá-los e ter mais qualidade de vida!

     

    Concluindo

    Não há necessidade de imaginar dificuldades para seu tratamento com o programa de recuperação da Comunidade Terapêutica Estância Vida!

    Tudo o que você precisa é de boa vontade, honestidade e uma mente aberta, que são elementos essenciais e indispensáveis.

    Pergunte-se: sou bastante honesto para me aceitar como sou e deixar que isto seja o “eu” que deixo os outros ver? Tenho boa vontade para ir a qualquer distância e fazer o que for necessário para manter-me sóbrio? Tenho a mente aberta para ouvir o que preciso ouvir, pensar o que preciso pensar, e sentir o que preciso sentir?

    Se a sua resposta para estas perguntas é sim, você caminha em direção ao coração da sobriedade verdadeira: serenidade consigo mesmo e com os outros que estão ao seu lado te apoiando nesta jornada!

     

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    Caso tenha alguma dúvida sobre este tema, ou queira conhecer melhor o nosso tratamento para dependência química, entre em contato, pois estamos à disposição para responder e ajudar.

  • Amor Exigente: entendendo e praticando os 12 Princípios

    Amor Exigente: entendendo e praticando os 12 Princípios

    Através dos Princípios do Amor Exigente é possível mudar sua vida, bem como transformar a sociedade ao seu redor. Os princípios e valores do movimento trabalham aquilo que somos e queremos ser, desafiando e deixando para trás nossos defeitos de caráter e hábitos destrutivos.

    Existem ao todo 12 Princípios para ajudar familiares e dependentes químicos.

    Continue lendo esse artigo para você entender e praticar todos os Princípios do Amor Exigente.

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    1º Princípio do Amor Exigente – Raízes culturais

    Os problemas dos pais e filhos têm raízes e apoio na cultura. O certo é se colocar diante dos valores morais e éticos da nossa atual cultura. 

    É hora de parar de querer que os outros resolvam o seu problema, pois você não ficou assim porque seus pais se separaram ou porque trabalham fora, pare de se sentir como um coitado. 

    Se pergunte, você conhece os membros da sua família? Vocês se conhecem de fato? Vocês trocam ideias sobre o futuro, seus defeitos, suas qualidades? E os seus objetivos, e os objetivos dos membros da família? Você questiona maduramente as intenções da mídia? Quais os valores a preservar e resgatar?

    Na realidade, as nossas raízes estão na atual cultura ou na sociedade. 

    É preciso pensar, refletir, questionar, antes de tomar qualquer posição, pois os princípios de integridade moral e ética são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.

     

    2º Princípio do Amor Exigente – Os pais também são gente

    São apenas pais e não se tornam perfeitos ao se tornarem pais. Sabemos responder qual o contexto social da família? Como deveriam ser os pais e como seria o perfil da família? 

    Talvez o pai ganhando dinheiro, trabalhando, sem pedir nada em troca. A mãe submissa, calada, servindo a todos nos afazeres do lar ou talvez em casa brincando com as crianças, enfim, tudo seria lindo e maravilhoso. 

    Sabemos que não é assim, pais trabalham fora por diversas razões, existem pais solteiros, mães solteiras, crianças sem lar, crianças adotadas, padrastos, madrastas, entre outros. 

    O que devemos enxergar é que os pais também erram, falham e não são capazes de tudo. 

    Os pais também são humanos, não são super heróis. O que você deve saber é que os pais são insubstituíveis e mesmo que algumas vezes erram, sempre querem o melhor para seu filho.

     

    3º Princípio do Amor Exigente – Os recursos são limitados

    Os recursos materiais e emocionais têm limites. A vida nos ensina desde cedo que temos recursos limitados, ninguém é de ferro. 

    Também se é vulnerável emocionalmente e expor-se ao álcool e as drogas pode vir a ser uma viagem sem volta. 

    Só porque o mundo não é como você gostaria que fosse e não tem tudo que gostaria que tivesse é motivo para começar a usar drogas? Ser violento? Fugir de qualquer responsabilidade? Seria esta a solução?

    Os pais também estão meio perdidos. 

    Os pais fazem qualquer coisa para criar seus filhos, mas estão com medo que eles destruam tudo que construíram até aqui. O filho só quer. Nada de deveres e responsabilidades, só direitos e vantagens, e quando isso não acontece fica com raiva. 

    Os pais não são uma fonte ilimitada de recursos. 

    A grande dificuldade do adicto é ouvir não, porque ele está condicionado a escutar sim e a só querer ganhar e nunca ceder. 

    O papel dos pais é educar bem os filhos e tirar de dentro deles o melhor que tem a oferecer. O que não se aprende em casa a vida vai ensinar a duras penas, duras para eles e para os pais. 

    Hoje os pais já conseguem avaliar e conhecem seus próprios limites físicos, emocionais e econômicos e sabem que, seguramente, o amor, a maturidade e a disposição vencem a rebeldia dos filhos.

     

    4º Princípio do Amor Exigente – Pais e filhos não são iguais

    A maior diferença entre pais e filhos além da maturidade, experiência e vivência, sem dúvida, é o jeito de amar. 

    Os pais certamente deixam de comer para dar o que comer aos filhos. O filho faria isso pelos pais? Filhos, adotados ou não, não têm direito de abusar de seus pais, de ofendê-los ou magoá-los, pois viver com os filhos é uma opção dos pais e não uma obrigação. 

    Os pais, têm todo o direito de não aceitar os filhos em casa, se estes não se comprometerem em respeitá-los. 

    Se você não aceita o ponto de vista deles, se acha que não é bom estar com eles, então pode muito bem trabalhar e constituir sua própria família. 

    Dessa maneira, as coisas só dependerão de você, podendo ser diferentes e então você poderá se sentir bem, porque será uma pessoa útil e não prejudicial.

    Se você quiser continuar vivendo com seus pais vai depender de como vai desenvolver um relacionamento de respeito com eles. 

    Entenda, pai é pai e filho é filho, existe uma hierarquia. Pai é guia, orientador, legislador, deve nortear a conduta do filho, criando regras ou leis que precisam ser respeitadas e vão prepará-lo para enfrentar o mundo. 

    Lembre-se que eles são os seus melhores amigos e estão sempre tentando mostrar como ser a pessoa certa para si mesmo e para o mundo que vive.

     

    5º Princípio do Amor Exigente – Culpa

    A culpa torna as pessoas indefesas e sem ação. É muito fácil culpar os outros quando as coisas não dão certo, é simples. 

    Mudar não significa luta, disciplina, autodomínio? Não significa sobretudo, trabalho? 

    Vamos ver como funciona o jogo da culpa: você pode jogar em qualquer lugar, em casa, no trabalho, na rua, com amigos e até inimigos. O número de jogadores é de dois até o infinito. 

    Existem três posições: vítima, perseguidor e libertador:

    • A vítima tem de ser pobre, sem ajuda, incompreendida, acusada e injustiçada. 
    • O perseguidor é um bandido poderoso, cruel, que tem prazer em atormentar a vítima indefesa e inocente. 
    • O libertador é alguém que quer ser apreciado pela vítima e tenta salvá-la do perseguidor. 

    Todos podem trocar de posição: a vítima, pode virar perseguidor ou libertador e assim por diante. 

    Normalmente você disputa a posição de vítima, pois é apaziguador e cômodo ser o coitado. É vítima de pais que vivem brigando, que se separam, que não param em casa. É vítima da vida que fez de você o filho mais velho, mais novo, adotado, alérgico, órfão, pobre, de pais rígidos ou de pais que não se importam. 

    Enfim, se a vida preparou isso, porque assumir a responsabilidade e querer mudar o rumo das coisas? 

    Quando você é a vítima, você está preso à pena de si mesmo, à raiva, ao ódio, à mágoa e à vingança. Isso não melhora sua vida nem o deixa feliz. 

    Ser vítima o amarra àquele que você julga responsável pelo seu problema, acabando com sua liberdade.

    A culpa é a forma mais garantida de continuar dentro do problema, pois culpando alguém, você simplesmente perde a responsabilidade por si mesmo e não precisa fazer nada. 

    É essencial acabar com culpas e culpados, vítimas e algozes, estando sempre atento para os sentimentos de punição e autopunição. Saiba, o jogo da culpa pode amarrá-lo e continuar para sempre.

    Você vai querer continuar sendo a vítima, o libertador ou o perseguidor? 

    Parar de jogar acontece quando você não é nenhuma vítima, não precisa ser salvo e não persegue ninguém. Sem nenhum sentimento de culpa, de autopiedade ou de raiva você será você mesmo para agir. Só assim, vai ter paz e conseguir se libertar rumo ao crescimento.

     

    6º Princípio do Amor Exigente – Comportamento

    O comportamento dos filhos afeta os pais, e o comportamento dos pais afeta os filhos. 

    Assim, o comportamento agressivo e destrutivo do filho gera atitudes neuróticas e descontroladas nos pais. 

    O filho está sempre cobrando o equilíbrio da família, mas esquece de enxergar que está desequilibrado. Muitas vezes não enxergam os seus comportamentos inadequados e também muitas vezes os pais não estão preparados para lidar com estas atitudes inconsequentes e rebeldes. 

    Muitos erraram em pensar que o amadurecimento físico é acompanhado do amadurecimento de personalidade, daí abandonando os padrões de comportamento na família, passando a tomar iniciativas próprias, que na realidade, estão longe de ser próprias, porque se apoiavam na moda, na gíria.  

    Se pergunte: você está precisando aparecer? Está precisando ser aceito? O que é ser forte? 

    Forte é quem é capaz de, com equilíbrio e lucidez, controlar sua vida e influenciar seu ambiente para que tudo fique em harmonia. 

    A força verdadeira vem de avaliar as situações, fazer escolhas, criar alternativas, definir seus limites, respeitar o direito dos outros e não se permitir ser tratado sem a devida consideração. A força real constrói. 

    Ser forte é ser dono de si mesmo, é saber o seu verdadeiro valor cultivando e desenvolvendo a sua própria força. 

    É lutar contra tudo o que é estúpido, hipócrita, cruel e, sobretudo, lutar contra as mentiras, trapaças, contra o uso da força física, contra as manipulações dos sentimentos dos outros, principalmente das pessoas que nos amam. 

    Aprenda a relaxar, a se dominar pela autossugestão, a cooperar, lutar contra os pensamentos sujos e negativos, ler e buscar informações. 

    Ser forte é cultivar o amor, o bem e a justiça. Você pode ser forte, se acreditar e tiver boa vontade. Pergunte-se: como estou me comportando em relação a mim mesmo, aos outros e a Deus?

     

    7º Princípio do Amor Exigente – Tomada de atitudes

    Tomar atitudes é assumir posições claras e bem definidas, ser firme e perseverante. 

    Reorientar sua vida é um grande desafio. A repetição contínua de certos atos acaba por fixá-los de tal modo que se tornam partes essenciais do comportamento. 

    Estamos diante de um trabalho duro e sério, ainda mais que a tendência é colocar o problema fora de si.  

    Faz parte da vida repetir desculpas até para si mesmo, tais como: tem gente pior que eu, paro a hora que quero, estou parando, ninguém me entende, todo mundo faz isso…

    Todas essas afirmativas, embora pareçam dizer que outras pessoas e circunstâncias são responsáveis pelo seu desajuste, dizem na verdade que você está perdendo o controle sobre seus impulsos, tanto “maus” como “bons”. Isto dificulta seu crescimento e reintegração na família e na sociedade. 

    Veja o que você está fazendo para os outros e para si mesmo e em que ocasiões você fere as pessoas.

    É hora de ação e mudança, então pense em certas áreas de sua vida. Você está agindo como uma pessoa madura? Você está se esforçando contra a sua vontade e sua impulsividade?  

    É importante trabalhar com afirmações positivas: esperança, autoestima, autoconfiança, fé e alegria. Você está pronto para uma atuação mais consciente e individualizada? Estabeleça objetivos de longo prazo, completos e abrangentes. 

    O que você quer para si? O que você quer para sua vida física?

    Reflita sobre sua vida social, familiar e econômica. Pense no que faria para alcançar suas metas. Tenha certeza que, se realmente você quiser mudar depende só de você, então ponha as coisas na mão de Deus. 

    Você vai conseguir, basta confiar e esperar. 

     

    8º Princípio do Amor Exigente – A crise 

    De crises bem administradas e controladas, surge a possibilidade de mudança verdadeira e positiva, sendo necessário coragem para mudar. 

    Daqui pra frente não há mais desculpas. Da mudança de atitude, surge a crise. No começo, até que foi bom, divertido, inconsequente, mas agora não dá mais. Este talvez seja o momento mais importante da proposta do Amor Exigente. Sabemos que esta doença se não tratada tem três caminhos: loucura, cadeia ou morte.

    Não querer mudar significa solidão, e solidão é frustração. É insatisfação de suas expectativas, sonho sem esperança, cabeça vazia, coração machucado e corpo cansado. Quem já não se sentiu só, sem proteção e sem afeição verdadeira? 

    A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, se fecha, se recusando a participar da vida humana. É a do homem fechado em si mesmo e que não dá a quem pede o que pode dar de amor, de amizade, de socorro. 

    O maior solitário é o que tem medo de amar, e mais ainda, é o que tem medo de ajudar e pedir ajuda. 

    Pedir ajuda é confiar em alguém, fazer perguntas e ouvir respostas, pedir conselhos e segui-los,  admitir medo, mágoas e necessidades. 

    É preciso de alguém, sentir-se salvo,  sentir que seu lado ruim está sob controle, seguir uma boa programação, desistir de molecagens, negações, mentiras, atitudes camufladas e escondidas, não brincando mais com você mesmo.

    Aceitar que não consegue sozinho é passar de dependente para independente. Fique firme, você já conseguiu muito, vai dar certo. Você não tem nada a perder, mas tem muito a ganhar. 

    Agora é o momento certo para construir e criar um mundo novo, pegue agora o que você tem e poderá fazer mudanças reais. Entenda então, que muitas vezes a crise surge exatamente para você aprender a pedir ajuda.

     

    9º Princípio do Amor Exigente – Grupo de apoio

    Qualquer um pode matar uma vespa, mas ninguém põe a mão num vespeiro. Sozinhos, estamos perdidos, apenas em comunidade encontramos as nossas forças. 

    É muito difícil encarar a recuperação com a ajuda de outras pessoas, sozinho então nem pensar. Todos se quiserem podem ser alguém, basta descobrir e desenvolver seus dons e talentos e se, a qualquer momento sentir-se fraco, vá atrás de ajuda.

    No grupo de apoio as pessoas vão dar-lhe a mão, sugerir novos rumos, encorajá-lo, elogiá-lo, assumir tarefas com você, estar junto de você. 

    Não se compare a ninguém, vá em frente, sem ciúme, inveja ou raiva, sendo você mesmo, a cada minuto um pouco mais forte e melhor. 

    Lembre-se e reconheça que a sua desestruturação começou devagar, e não é de um dia pro outro que você vai consertar tudo.

    São pequenas mudanças que vão levar você a grandes modificações. A primeira é querer realmente mudar com toda a certeza e força, a segunda é admitir que sozinho não é possível e por fim pedir ajuda. 

    A partir daí é dar tempo ao tempo. Tenha paciência e saiba que você precisa conscientizar-se que tem que desistir da ideia de que é o tal e cair na real, parar de querer coisas o tempo todo, ter regras e disciplina para segui-las. 

    No início isso pode incomodar mas depois fará com que você sinta-se bem melhor. 

    Necessário é viver a cada instante a decisão de ser a pessoa certa, para você e para o mundo. Você consegue, basta fazer a sua parte. 

    Se puder contar com a família melhor ainda, mas se não puder, sempre terá um grupo de apoio perto de você, com verdadeiros amigos sempre dispostos a ajudar.

     

    10º Princípio do Amor Exigente – Cooperação

    A essência da família repousa na cooperação, não na convivência. Cooperação é a união de pessoas em volta de um trabalho ou objetivo para o bem de todos. 

    Neste momento não são apenas os outros e a família que devem cooperar com você, mas sim você cooperar consigo e com os outros. 

    Na família os filhos precisam ajudar, compreender e respeitar os pais. Admirá-los, amá-los, é outra conversa, porém honrá-los e respeitá-los é o mínimo que se pode fazer. 

    Você tem que assumir a sua parte, fazendo da sua vida uma vida de serviço, união e valorização do seu grupo e de sua família. Se você fizer isso, certamente vai parar de falar e entrará em ação. 

    Será possível parar de brigar, agredir e de se punir, juntar-se-á e ajudará os outros, e com isto os pais também mudarão suas vidas realmente construindo uma nova maneira de viver. Só assim você será uma pessoa real, com algumas coisas boas e outras ruins mas com uma porção de planos positivos.

    Parar de ser uma pessoa violenta e destrutiva só é possível se você quiser, pedir ajuda, ter um grupo de apoio e, sobretudo, se for exigente com você mesmo.

     

    11º Princípio do Amor Exigente – Exigência ou disciplina

    Aquilo que não se aprende em casa, a vida ensina a duras penas. Duras para os pais e para os filhos. 

    O ponto fundamental do Amor Exigente começa com a própria vontade e a decisão de fixar limites aceitáveis para o seu bem e o dos outros. 

    É importante dar valor à reflexão, ao questionamento e ao posicionamento diante de todas coisas, especialmente diante de si, sem esquecer de lutar pela bondade e pelo aperfeiçoamento do caráter. 

    É preciso ser despojado, valente e lutar contra a acomodação e o egoísmo. Geralmente você é orgulhoso e vaidoso, sofrendo com uma grande luta interior para reconhecer a sua impotência diante do uso, de seu comportamento e do seu indomável temperamento.

    Você não pode mudar tudo por si só,  e talvez não tenha entrado nessa confusão sozinho, mas com certeza não é sozinho que vai sair dela. 

    Você precisa admitir que é apenas um ser humano e que não é nem um super herói e nem um semideus, não sendo o dono da verdade, nem estando em condições de ser orgulhoso.

    Pense, quem está afundando em alto-mar pode escolher o tipo de corda com que quer se salvar? Usar a imaginação é uma técnica com a qual se pode contar. 

    Imagine que você é um jogador no jogo da vida, só que as coisas não estão dando muito certo, você e seu time estão perdendo, portanto frequente o grupo, se esforce e treine, mas não se acomode.

    O treinamento é duro. Quando se é criança só se recebe, mas crescer, amadurecer, significa também pagar as dívidas. Todo mundo leva pancadas, tombos, carrega suas dores. Mas não precisa ficar parado, siga em frente, procure e peça ajuda, chega de tudo o que o torna menos gente. É tempo de ser livre.

     

    12º Princípio do Amor Exigente – Amor

    Amar é ajudar o outro a ser a pessoa certa para si e para o mundo em que vive. Para você talvez o amor seja lindo, significativo, porém subjetivo e distante. No Amor Exigente, esse sentimento é traduzido em gestos. Paciência, compreensão e respeito.

    Questionem, o amor é sexo? O sexo é coisa séria que envolve filhos, amor, doenças venéreas, prazer, medo, maturidade, compromisso e responsabilidade. 

    Certamente que o sexo praticado antes do amadurecimento pode trazer danos irreparáveis. 

    Para não ser mera satisfação animal, para reprodução do casal ou apenas para prazer de duas pessoas que se amam e que se respeitam, este ato deve ser normal. 

    Há uma infinidade de perversões sexuais que acabam por aniquilar o prazer e exigir cada vez mais para haver satisfação. Isto transforma a pessoa em alguém debochado, depravado e carregado de frustrações e anomalias. 

    Os gregos tinham muitas palavras para expressar o amor, entre elas “Eros”, o amor erótico, que representa o amor de um homem por uma mulher. “Fileo”, o amor fraterno de irmão para irmão. “Storje”, o amor familiar que é o amor dos pais para os filhos e “Agape”, que é o amor de Deus.

    O amor tem compromisso com valores maiores do que a satisfação dos desejos. Amar é ajudar o outro a transformar em realidade o que já existe potencialmente, a realizar tudo aquilo que Deus planejou para ele. 

    A partir desse momento que você já sabe os princípios do Amor Exigente, saberá que tem um longo caminho a percorrer, mas também sabe que não está só. 

    É no amor que você verá a diferença entre suas reais necessidades e sua ganância. E é no amor que você deve se aceitar com suas imperfeições, sem culpa, sem revolta, sabendo tolerar com paciência suas imperfeições e as dos outros.

     

    Concluindo

    Vimos que mesmo antes das drogas, já existiam defeitos de caráter bem evidentes, tais como a necessidade de esconder coisas, enganar pessoas, ser inquieto, inconstante, insatisfeito, inconsequente e imaturo. 

    Emocionalmente, não passam de adolescentes. São narcisistas, vivendo em um mundo completamente irreal, sendo egoístas, manipuladores, evitando qualquer envolvimento mais sério, mais maduro, chantageando, não buscando mudanças. 

    Mesmo que pare com tudo, não voltará a ser o mesmo. Será melhor ou pior, ou apenas diferente. Muitas coisas são irreversíveis e nunca mais você será livre e inocente como antes, mas estará vivo, pronto para conquistar ou reconquistar, começar ou recomeçar. 

    Lembre-se, você não está só. Ame-se e não aceite mais suas velhas atitudes.

     

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  • Doença crônica: os 3 aspectos da Doença da Adicção

    Doença crônica: os 3 aspectos da Doença da Adicção

    A Doença da Adicção é uma doença crônica, progressiva e fatal, que ao longo do tempo produz danos físicos, psíquicos e sociais.

    Neste artigo vamos explicar como funcionam os três aspectos que a Doença da Adicção afeta: o aspecto físico (compulsão), o aspecto mental (obsessão, fissura) e o aspecto espiritual (perda da capacidade de amar, deficiência moral, egocentrismo e anestesia de sentimentos). 

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    Doença Crônica: Aspecto Físico (compulsão)

    A compulsão é uma atividade repetitiva, excessiva e um exercício mental sem sentido que uma pessoa realiza na tentativa de evitar aflição ou preocupação. Trata-se de um comportamento destinado a reduzir o desconforto psíquico devido a fatores como, por exemplo, a depressão ou ansiedade.

    Compulsões são atividades involuntárias e as pessoas não as realizam por prazer, pois uma pessoa com compulsão sente a necessidade de se engajar em um comportamento específico para aliviar o estresse e o desconforto que se tornariam esmagadores se não realizasse a atividade de uma maneira específica e repetida.

    Quando um adicto fala, comenta ou vê drogas ou álcool, ele sente a compulsão. Tem vários tipos de sintomas decorrentes da Síndrome da Abstinência, como dores de barriga, enjoos, ansiedade, gosto na boca… São diversas as situações em que ele pode se ver nesse momento, sendo que a compulsão na fase aguda dura de 3 a 6 minutos.

    Ao utilizar drogas ou álcool ele sente poder, um falso poder que, uma vez que o efeito da substância tem fim, dá lugar à frustração e a depressão. A consequência disso é o círculo da morte prematura, o Círculo da Compulsão.

     

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    Ao entrar nesse círculo de morte é necessário pedir ajuda, passando a conhecer o Círculo da Recuperação. Através da espiritualidade e os 12 Passos, o adicto passa a pensar melhor, adquirindo aceitação e humildade, completando, assim, o Círculo da Vida e o da Recuperação. Não pode-se pôr à prova, deve sempre usar o primeiro passo: “eu não posso”. 

     

    Doença Crônica: Aspecto Mental (obsessão)

    A obsessão é bastante complicada, pois pode-se ser obcecado por uma mulher, masturbação, comida, entre outros. O adicto vê coisas que não existem, onde já levanta da cama pensando em beber ou ir ao uso, como conseguir dinheiro, ficando paranoico. Isto o leva a trocar o corpo, bens materiais, família, esposa, entre outros, por sua droga de preferência.

    A compulsão vira “obsessão”, sendo até o pensamento perigoso. Se torna auto-obcecado, pois pessoas, lugares e coisas não conseguem preencher o vazio dentro de si, o que o leva a reagir com RESSENTIMENTO, RAIVA e MEDO. Estes três tipos de reação formam o Triângulo da Auto-obsessão.

     

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    O ser humano só tem três tempos: passado, presente e futuro. Uma pessoa que usou, está usando ou fez besteira no passado, só pode ter o sentimento de ressentimento para com o passado. Perde e troca muito, logo sente raiva do presente, o que o leva a ter medo do futuro.

    A mente imatura traz um mundo de ilusões e desilusões, sempre culpando alguém. Porém, conhecendo os Doze Passos, o adicto passa a ter aceitação no passado, amor no presente e fé em um futuro melhor.

    “Não vivo o que falo, só falo o que vivo. Não ensino nada, caminho junto”.

    Os Doze Passos são as ferramentas certas para quebrar o Círculo da Compulsão e o Triângulo da Auto-obsessão.

     

    Doença Crônica: Aspecto Espiritual

    O aspecto espiritual é a incapacidade de amar, deficiência moral, falta de caráter, egocentrismo e a anestesia de todos os sentimentos, sendo o único aspecto que pode ter cura. Para uma doença emocional, não adianta “força de vontade”, pois ela acaba, é necessário ter boa vontade. Para lidar com a doença, deve-se combatê-la por inteiro, completamente, pois o ser humano é carente e social.

    Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) esta é uma doença BIO-PSICO-SOCIO-ESPIRITUAL.

    • Bio – Genético;
    • Psico – Mente;
    • Socio – O meio em que vivemos;
    • Espiritual – Caráter, moral;

    Os tipos de usuários podem ser casuais (cada vez um pouco, nem sempre), habituais (festas, fins de semana, instalando-se a dependência química) ou crônicos (todo dia, toda hora, sempre).

    “Não somos santos, o que importa é que estejamos dispostos a crescer espiritualmente. Os princípios que estabelecemos são diretrizes para o progresso, pois procuramos o Progresso Espiritual e não a Perfeição Espiritual. Não permita que nenhum preconceito que você possa ter em relação às expressões espirituais o impeça de sempre perguntar a si mesmo o que elas significam, pois apenas assim pode se combater a Doença da Adicção.”

     

    Concluindo

    Ajudar algum dependente químico exige um suporte profissional para analisar o nível de dificuldade. 

    Resumindo, tais dependências resultam de hábitos e comportamentos repetidos de forma automática e descontrolada, mas que podem ser modificados com tratamento especializado na reabilitação da saúde física, mental e espiritual.

    Por fim, vale destacar que tão relevante quanto saber o que é a adicção, é tomar as precauções e cuidados necessários com esses indivíduos nesse cenário de pandemia. Dependentes químicos  ou alcoólicos, por exemplo, são mais vulneráveis à contaminação por diversas doenças, pois são facilmente induzidos a práticas que colocam a vida em risco.

     

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    Caso tenha alguma dúvida sobre este tema, ou queira conhecer melhor o nosso tratamento para dependência química, entre em contato, pois estamos à disposição para responder e ajudar.

  • Síndrome de Abstinência Demorada: o que é e como lidar?

    Síndrome de Abstinência Demorada: o que é e como lidar?

    Quanto a dependência química, a maioria das pessoas pensam apenas nos sintomas da abstinência provocados pela falta do uso (crises de abstinência) e esquecem dos sintomas que acontecem na sobriedade, uma vez que são estes sintomas, especialmente os da Síndrome de Abstinência Demorada, que tornam a sobriedade mais difícil. Uma pesquisa recente mostra que os sintomas da SAD, juntamente com os danos causados ao cérebro pelo uso, podem levar a muitos casos de recaída (aproximadamente de 80% a 90% das pessoas).

    A SAD é um grupo de sintomas da doença da adicção que ocorre após a abstinência do uso. Estes sintomas aparecem, muitas vezes, muito tempo depois da estabilização, ocorrendo após a fase aguda.

    Síndrome significa um grupo de sintomas, o que torna a SAD uma síndrome bio-psico-social-espiritual. Ou seja, é decorrente dos danos ao sistema nervoso causado pelo abuso e o estresse psicológico, social e espiritual de lidar com a vida sem o uso.

    Continue lendo o artigo e descubra os tipos e sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada, os padrões da SAD e como lidar com isso!

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    Um panorama sobre a Síndrome da Abstinência Demorada

    Manter-se em recuperação causa muito estresse (conjunto de reações do organismo a agressões de origens diversas capazes de perturbar o equilíbrio interno).

    Sendo assim, o estresse agrava a disfunção cerebral e piora os sintomas da SAD.

    É importante mencionar que a severidade da SAD depende de dois fatores: a severidade da disfunção cerebral causada pela adicção e a quantidade de estresse psicológico e social experimentado na recuperação.

    Os sintomas geralmente atingem o máximo de intensidade entre três e seis meses, mas pode acontecer, em alguns casos, muito tempo depois. Porém, os danos podem ser reversíveis (se a pessoa estiver disposta e um tratamento adequado).

    De fato, não precisa ter medo. Tendo um tratamento adequado e uma vida sóbria efetiva, é possível aprender a viver bem apesar dos danos.

    Mas como saber se está com sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada? A característica mais confiável é a incapacidade de resolver problemas simples.

    Contudo, existem seis principais sintomas que contribuem para isso. São eles: incapacidade de pensar com clareza, problemas com a memória, reações emocionais exageradas ou apatia, distúrbios de sono, problemas de coordenação motora e sensibilidade ao estresse.

    A incapacidade de lidar com esses sintomas leva a pessoa à autoestima baixa, pois sente-se incompetente e mal consigo mesma. Assim, a autoestima baixa e o medo do fracasso interferem em uma vida produtiva e bloqueia os desafios.

     

    Tipos de Sintomas da SAD

    1 – Síndrome de Abstinência Demorada – Incapacidade de pensar com clareza

    Quando a SAD é ativada, a pessoa tem muitos problemas com os pensamentos. Porém, a inteligência não é afetada. É como se, às vezes, o cérebro não funcionasse direito, em alguns momentos funcionasse muito bem e em outros simplesmente não funcionasse.

    • Incapacidade de se concentrar por alguns minutos, danos no raciocínio abstrato (concentração é desafio quando os problemas abstratos estão envolvidos).
    • Pensamento rígido e repetitivo (os mesmos pensamentos dão voltas e voltas e a pessoa é incapaz de pará-los e colocá-los juntos de uma forma ordenada).

     

    2 – Síndrome de Abstinência Demorada – Problemas de memória

    Problemas de memória imediata são comuns em pessoas em recuperação. Ou seja, ouvir e entender, mas, em pouco tempo não lembrar mais. Quando lhe dão uma instrução, sabe exatamente o que fazer, mas, ao se afastar, a lembrança fica enevoada e pode desaparecer totalmente.

    Também existe dificuldade em lembrar fatos importantes do passado, onde as lembranças não se apagam, mas a pessoa percebe que sabe e não consegue lembrar num momento de estresse.

    Às vezes fica muito agoniado por não conseguir lembrar. Outras vezes pode ser difícil aprender novas habilidades ou guardar novas informações.

     

    3 – Síndrome de Abstinência Demorada – Reações emocionais exageradas ou apatia

    Pessoas com problemas emocionais na sobriedade tem uma tendência a reagir com exagero.

    Logo, quando acontecem coisas que precisam de duas unidades de reação elas reagem com dez. Ou seja, ficar nervoso e depois ver que é trivial.

    Bem como ansiedade e excitação além do normal.

    Quando se coloca mais estresse no sistema nervoso do que se possa suportar há um desligamento emocional. Quando isso acontece, fica-se insensível e incapaz de sentir algo. Isto é, mesmo sabendo que deveria sentir algo, não sente. Por isso há mudanças de humor sem realmente se saber o motivo.

     

    4 – Síndrome de Abstinência Demorada – Problemas de sono (sonhos)

    Muitos os têm, alguns temporários e outros para a vida toda. No início podem ser estranhos e perturbadores, o que reduz a qualidade do sono que se precisa.

    Para muitos, eles tornam-se menos frequentes e menos severos à medida que se aumenta o tempo de abstinência, enquanto outros não têm esse tipos de sonhos, mas podem ter dificuldades em dormir ou permanecer dormindo.

    Pode-se também sentir mudanças na maneira de dormir, às vezes dormindo demais, outras vezes dormindo em horários diferentes. Isso pode não voltar mais ao normal, mas a maioria das pessoas consegue se ajustar sem maiores problemas.

     

    5 – Síndrome de Abstinência Demorada – Problemas de coordenação motora

    É um problema muito sério da Síndrome de Abstinência Demorada, embora não seja tão comum. Os principais sintomas são: moleza, desequilíbrio, coordenação entre a mão e o olho, reflexos lentos, entre outros.

    Estes sintomas podem levar a uma incapacidade de fazer as coisas e uma tendência a sofrer acidentes, o que deu origem ao termo “bêbado seco”. Bêbado seco é parecer bêbado pela sua maneira de andar ou por não conseguir fazer as coisas (mesmo sem beber) parecendo estar intoxicado.

     

    6 – Síndrome de Abstinência Demorada – Sensibilidade ao estresse

    Dificuldades para lidar com o estresse é a parte mais complicada e difícil da Síndrome de Abstinência Demorada.

    Na maioria das vezes se é incapaz de diferenciar situações de estresse alto ou baixo. Não reconhecer quando é baixo e agir com exagero, fazendo coisas inadequadas a tal situação, mais tarde imaginando porque agiram de tal maneira.

    Para complicar mais, todos os outros sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada ficam piores quando o estresse aumenta. Existe um relacionamento direto entre o estresse elevado e a severidade dos sintomas. A intensidade da SAD cria o estresse e o estresse agrava a SAD.

    Quando se está com o estresse baixo, descansado, relaxado, se alimentando corretamente e se dando bem com as pessoas, os pensamentos vão ser claros, as emoções apropriadas e a memória boa. Dessa maneira os sintomas melhoram e podem até acabar.

    Quando se está com o estresse alto, o cérebro pode desligar de repente. Começa-se a ter problemas com pensamentos, emoções inadequadas e problemas de memória. Os pensamentos ficam confusos e caóticos: incapacidade de se concentrar, não lembrando de resolver problemas e podendo achar que está ficando louco.

     

    O paradoxo da recuperação

    Estes sintomas são uma parte normal da recuperação e são reversíveis com uma boa programação, pois quando o corpo e a mente melhoram, aprendem-se maneiras de reduzir o risco de sintomas. Assim, uma vida produtiva e com significado pode ser possível, apesar do risco dos sintomas voltarem.

    Os danos causados pelo uso atrapalham nas habilidades de se abster, sendo este o paradoxo da recuperação. É necessário fazer todo o possível para reduzir os sintomas.

    É importante entender a SAD e reconhecer que não se é incompetente e que não está ficando louco por passar por alguma das situações previamente mencionadas. Por serem os sintomas sensíveis ao estresse, é necessário aprender sobre a SAD e os métodos de controle quando os níveis de estresse estão baixos, para ser capaz de prevenir os sintomas e lidar com eles quando acontecerem.

     

    Padrões da Síndrome de Abstinência Demorada

    Os sintomas variam de pessoa para pessoa, tanto em intensidade, quanto em ocorrência e duração. A Síndrome de Abstinência Demorada pode melhorar por um tempo, pode piorar, manter-se no mesmo estado ou pode ir e vir. Quando melhora-se com o tempo, a chamamos de REGENERATIVA. Quando piora-se, chamamos de DEGENERATIVA. Se permanecer da mesma forma diz-se ser ESTÁVEL. Se vai e vem chama-se INTERMITENTE.

     

    Síndrome de Abstinência Demorada Regenerativa

    Melhora gradualmente com o tempo. Quanto mais tempo, menos intensidade. As pessoas começam a ficar cada vez melhores porque o cérebro logo volta ao normal.

     

    Síndrome de Abstinência Demorada Degenerativa

    É o oposto, pois piora com o tempo. Isto pode acontecer mesmo a pessoa frequentando grupos ou seguindo algum tipo de programação, o que leva a uma maior tendência à recaída. A sobriedade fica tão dolorosa que sente-se a necessidade de recorrer à automedicação. Isto causa um colapso físico e mental, podendo até mesmo levar ao suicídio.

     

    Síndrome de Abstinência Demorada Estável

    A pessoa experimenta o mesmo nível de sintomas por um longo período de sobriedade, podendo haver dias em que os sintomas estão um pouco melhores, outros um pouco piores, mas geralmente não mudam. Muitos se frustram porque acreditam que deveriam melhorar com o tempo mas, no geral, conseguem lidar com estes sintomas.

     

    Síndrome de Abstinência Demorada Intermitente

    Os sintomas vem e vão, sendo que no começo as pessoas parecem experimentar um padrão regenerativo. Rapidamente, os sintomas começam a melhorar, aí começam episódios periódicos muito intensos. Às vezes diminuem, demoram mais para aparecer e então param de vez. Outras vezes continuam por toda a vida.

     

    Entendendo os padrões

    Hoje, se sabe que com esforço pode-se mudar da SAD degenerativa para SAD estável, da SAD estável para SAD regenerativa ou SAD intermitente. O padrão mais comum é a SAD regenerativa que com o tempo passa para SAD intermitente. Os sintomas melhoram gradualmente até desaparecer e então vão e vem.

    A primeira coisa a fazer é trazer os sintomas para uma diminuição de intensidade, o que significa colocá-los sob controle, para não senti-los no momento. A seguir, o objetivo é reduzir as vezes que ocorrem, o tempo de duração e a intensidade dos sintomas.

    Deve-se lembrar que, mesmo quando não ocorrem, existe a tendência de voltarem, sendo necessário construir resistências contra eles pois essa é a única maneira segura de diminuir os riscos. 

     

    Como lidar com os sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada

    As condições que colocam os adictos num alto risco de experimentar a SAD são a falta de cuidado pessoal e a falta de atenção na programação. Para se manter em recuperação sem recair é preciso estar consciente das situações estressantes na vida que podem aumentar o risco de experimentar a SAD.

    Como não se consegue sair de todas situações, precisa-se aprender como lidar com elas quando ocorrerem. Não é a situação que quebra a pessoa em pedaços e sim a reação perante a situação. O estresse aciona e intensifica a Síndrome de Abstinência Demorada, então ela precisa ser controlada.

    Pode-se aprender a identificar fontes de estresse e desenvolver habilidades para tomar decisões e resolver os problemas para ajudar a reduzi-lo.

    Uma dieta correta, exercícios, hábitos regulares, atitudes positivas e afins, representam partes importantes no controle da Síndrome de Abstinência Demorada. O relaxamento pode ser usado como ferramenta para treinar o cérebro a funcionar bem e reduzir o estresse. Ao experimentar os sintomas da SAD é importante colocá-los sob controle o mais breve possível.

     

    Sugestões:

    Verbalização

    Conversar com pessoas que não vão acusar, criticar ou minimizar. Diga o que está sentindo. Isso vai ajudar a ver a situação com mais realismo, trazendo os sintomas interiores para uma percepção consciente e dando suporte quando for necessário confiar nos outros.

     

    Discussão

    Expressar da melhor forma que puder o que pensa e sente, mesmo quando isto parecer irracional ou sem fundamento.

     

    Testar a realidade

    Pergunte a alguém se o que está fazendo tem sentido. Não apenas o que diz, mas também o comportamento, pois a percepção da pessoa pode ser muito diferente da realidade.

     

    Resolver os problemas e atingir os objetivos

    O que vai fazer a respeito do que está acontecendo agora? Pode-se escolher tomar providências que podem mudar as coisas.

     

    Retroceder

    Volte atrás e pense no que aconteceu. É possível identificar como tudo começou? Pense em outras vezes que experimentou os sintomas da SAD. O que os acionou? O que os desligou? Pode ter outras opções que funcionam melhor ou mais rápido?

     

    Educação e treinamento

    Aprender sobre a doença da adicção, sobre recuperação e os sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada ajuda a aliviar a ansiedade, a culpa e a confusão que levam ao estresse e que intensificam os sintomas. Só com muita informação para perceber que estes sintomas acontecem na recuperação, sendo necessário aprender técnicas para saber o que fazer para interromper/controlar o estresse e os sintomas da SAD.

    Pelo treinamento melhora-se a habilidade de se lembrar, concentrar-se e pensar com clareza. Isso envolve a prática de certas habilidades num ambiente seguro em que se sinta seguro, como aprender a fazer as coisas passo a passo, a lidar com uma coisa de cada vez para não se sentir pressionado, escrever o que quer lembrar e fazer perguntas quando quer tornar alguma coisa mais clara.

    Aprender sobre a SAD, saber o que espera e não reagir com exagero aos sintomas, aumenta a capacidade de funcionar apropriadamente e com mais eficácia.

     

    Comportamento de autodefesa

    Você é responsável por se proteger, após tudo que foi dito e feito, de qualquer coisa que ameace a sobriedade ou acione os sintomas da Síndrome de Abstinência Demorada.

    Reduzir estresse vem em primeiro lugar, sendo importante aprender comportamentos para se proteger do estresse, devendo estes ser firmes para aceitar as próprias necessidades e não permitir que outras pessoas ou situações o levem a ter reações que não são saudáveis.

    Para proteger-se do estresse desnecessário, deve-se primeiro identificar o que aciona o estresse, que situações o levam a uma reação exagerada e então aprender a mudar estas situações, evitá-las, mudar as reações ou aprender a interromper antes que fique fora de controle.

     

    Nutrição

    A maneira como se come tem muito a ver com o nível de estresse que se experimenta e a habilidade para lidar com a Síndrome de Abstinência Demorada. Uma saúde pobre contribui para o estresse e uma má nutrição leva a uma saúde pobre. Fica-se mal nutrido devido aos maus hábitos alimentares, ou pelo próprio corpo prejudicado pelo uso que não consegue usar os nutrientes que se consome.

    A abstinência trará algumas melhoras, mas não é o suficiente para reconstruir o corpo danificado e manter uma boa saúde. Hábitos alimentares novos precisam ser estabelecidos e praticados regularmente e permanentemente, sendo a dieta diária equilibrada com saladas, frutas, carboidratos, proteínas, gorduras e laticínios.

    O ideal é consultar um nutricionista. A fome leva ao estresse por outro lado evite alimentos com poucos nutrientes e com muitas calorias, como açúcar, bolachas, refrigerantes, batatas fritas, etc… Doces e cafeína produzem no corpo um tipo de reação química que o leva a ficar assustado e excitado a aumentam o estresse, além do nervosismo e irritação mais tarde.

    Lembre-se que o motivo de fazer um lanche é para evitar a fadiga e o nervosismo, pois ele previne a fome, o cansaço e a compulsão por doces. Seja cuidadoso com o que você vai comer. 

     

    Exercício

    Ajudam a reconstituir o corpo e a voltar a forma, além de ajudar na redução do estresse, o que gera substâncias químicas no cérebro que fazem a pessoa se sentir bem. São tranquilizantes naturais que aliviam a dor, a ansiedade e a tensão.

    O uso de exercícios aeróbicos é bastante recomendado, como correr, nadar, andar de bicicleta, dançar vigorosamente, etc…

    Exercícios reduzem a intensidade dos sintomas da SAD, portanto, escolha a forma de exercício que quer praticar e procure orientação profissional. Exercícios deixam a pessoa mais relaxada, produtiva e com mais energia. 

     

    Relaxamento

    Existem coisas que se pode fazer para reduzir ou fugir do estresse quando não se consegue lidar com uma situação ou tensão do dia a dia.

    Rir, jogar, ouvir música, contar histórias, fazer massagem, são alguns dos métodos naturais para reduzir o estresse além disso jogar é uma forma de relaxamento que é muito negligenciada. Todos precisamos de uma hora para brincar, rir, ser infantil e ter liberdade.

    Uma caminhada é um redutor natural de estresse assim como um relaxamento profundo é ótimo para o corpo e a mente e reduz o estresse. Relaxamento profundo reequilibra o corpo e reduz a produção dos hormônios do estresse. O que acontece quando se relaxa é o contrário da reação de “lutar ou fugir”, pois quando se relaxa, os músculos ficam pesados, a temperatura do corpo aumenta, e a taxa de respiração e de batimentos cardíacos diminui.

    Um músculo não pode relaxar e ficar tenso ao mesmo tempo. É impossível ficar tenso enquanto se está relaxando.

    Pode-se aprender técnicas para relaxar. O sofrimento que resulta de danos no processo de pensamento, nas emoções e sensibilidade ao estresse pode ser reduzido ou aliviado pelo uso adequado do relaxamento. Existem vários exercícios de relaxamento. Veja um método que funciona e o use várias vezes. O relaxamento é uma ajuda valiosa para reduzir o estresse e criar paz de espírito e serenidade.

     

    Espiritualidade

    É um relacionamento ativo com um Poder Superior a si mesmo que vai dar a sua vida significado e propósito.

    Trabalhar um programa espiritual, conscientemente e ativamente é fazer parte de algo maior, muito grande e mais poderoso. Acreditar num poder superior tira o indivíduo do centro do universo e dá paz de espírito e serenidade quando se tem consciência que existe uma força que não está restrita pelas fraquezas e limitações dos seres humanos.

    Pelo desenvolvimento espiritual consegue-se maior confiança nas próprias habilidades e uma nova sensação de esperança. Devemos manter um contato consciente estando abertos à possibilidade da existência de um Poder Superior e estar disposto a procurar uma forma de comunicar-se com este Poder. É importante se organizar diariamente de uma maneira que permita um tempo sozinho para interagir com este Poder Superior.

    É importante examinar os valores e olhar dentro de si para ver se a vida está em harmonia com os mesmos.

    Disciplina espiritual é um curso de ação escolhido conscientemente. Pode ser desconfortável para a maioria dos adictos no início, mas com a busca aos poucos o desconforto vai dando lugar a paz e ao equilíbrio. Disciplina é o contrário de gratificação imediata, leva-se algum tempo. O propósito da disciplina espiritual é a libertação da escravidão excessiva dos próprios desejos. A disciplina espiritual inclui a oração e a meditação, uma irmandade espiritual é um inventário regular de crescimento espiritual.

     

    Vida equilibrada

    Significa harmonia biológica, psicológica e social portanto, ser saudável fisicamente e psicologicamente e ter relacionamentos saudáveis. Isto é, ser inteiro espiritualmente. Também significa que não olha apenas um aspecto da vida. Bem como viver com responsabilidade, ter tempo para trabalhar, para a família, para os amigos e para o próprio crescimento e para a recuperação.

    Significa um equilíbrio entre o trabalho e o lazer, e as responsabilidades com as necessidades das pessoas e as próprias necessidades.

    Não só deixar que um Poder Superior trabalhe a sua vida, mas também viver no nível de estresse mais adequado, com a quantidade de tensão necessária para permanecer bem e não ficar sobrecarregado e improdutivo.

    Com uma vida equilibrada, a gratificação imediata como uma maneira de viver é deixada de lado para alcançar uma vida mais completa e com mais significado. Ter saúde para o corpo funcionar bem, como nutrição, descanso, exercício, ou seja, tudo recebe atenção necessária para se conseguir energia, lidar com o estresse, conseguir liberdade da doença e da dor, combater a fadiga e reconstruir o corpo danificado.

    A liberdade do sofrimento físico permite o crescimento psicológico da mesma forma quando se sente bem é mais fácil pensar sobre atitudes e valores e trabalhar para eliminar e negação, a culpa e a raiva. Por isso que a vida equilibrada pede que se desenvolva a autoconfiança e a autoestima, e como aprender a sentir-se bem consigo mesmo.

    Vida equilibrada precisa de uma forte rede social que alimente e encoraje uma maneira de viver mais saudável e orientada para recuperação. Isto é, a rede social é a família, os amigos, os colegas, os companheiros de recuperação, os grupos de auto ajuda, entre outros.

     

    Concluindo

    Além dos cuidados médicos, a presença de um psicólogo e um psiquiatra na sua rede social, durante o tratamento de abstinência, é fundamental pois, como já foi citado neste artigo, trabalhar para que a mente de quem sofre com a Síndrome de Abstinência Demorada seja saudável e diminua os níveis de estresse faz parte do sucesso do tratamento.

    Sendo assim, nutrição, exercícios, espiritualidade, relaxamento, entre outras técnicas, todos estes aspectos fazem parte de uma vida equilibrada, onde o adicto será capaz de balancear responsabilidades e liberdade, sendo este equilíbrio a chave para uma recuperação duradoura e eficaz.

     

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  • Plano de Prevenção de Recaída: o que é e como fazer?

    Plano de Prevenção de Recaída: o que é e como fazer?

    Muitos dependentes químicos recaem pois não entendem o processo de recaída e o que fazer para preveni-lo. Entretanto, algumas ações adequadas do adicto e dos que estão em volta podem prevenir ou interromper a síndrome da recaída antes que as consequências se tornem trágicas. Assim, o Plano de Prevenção de Recaída gera um senso de segurança por minimizar o potencial destrutivo da síndrome da recaída.

    Saber que está fazendo o necessário para prevenir a recaída, identificar os sinais de aviso iniciais e desenvolver um plano para interromper a síndrome, devem ser partes essenciais de um programa de recuperação. 

    Continue lendo o artigo, descubra as etapas do Plano de Prevenção de Recaída e como elas funcionam na prática!

     

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    Etapas do Plano de Prevenção de Recaída

    1. Estabilização: conseguir o auto controle;
    2. Auto avaliação: descobrir o que acontece na mente, no coração e na vida;
    3. Educação sobre recaída: aprender sobre recaída e o que fazer para prevenir;
    4. Identificação dos sinais de aviso: fazer uma lista dos sinais de aviso pessoais;
    5. Administração dos sinais de aviso: aprender como interromper os sinais antes da perda de controle;
    6. Treinamento de inventário: aprender a ter uma percepção consciente dos sinais de aviso quando surgirem;
    7. Revisão do programa de recuperação: ter certeza que o programa de recuperação é capaz de ajudar a lidar com os sinais de aviso;
    8. Envolvimento de pessoas significativas: ensinar outras pessoas a ajudar para evitar a recaída;
    9. Acompanhamento e reforço: atualizar o plano de prevenção de recaída regularmente;

     

    Desmistificando o Plano de Prevenção de Recaída

     

    Estabilização

    Voltar a ter o controle de si mesmo e do próprio comportamento significa reconquistar o controle dos pensamentos, emoções, memória, julgamento e comportamento após a recaída.

    É uma hora de crise para a pessoa e a família, uma vez que a recaída desestrutura a vida da pessoa.

    É normal sentir-se assustado, zangado, desapontado e culpado. Mas deve-se entender que a pessoa precisa de ajuda.

    Logo, precisa se voltar para pessoas em que confia, de quem depende e que podem ajudar a retomar os passos necessários para restabelecer a sobriedade.

    Enfim, se não conseguir um controle consistente dos pensamentos, emoções e comportamento, convêm procurar ajuda profissional ou um centro de tratamento para conseguir se estabilizar.

     

    Avaliação

    É hora de descobrir, com a ajuda de outras pessoas, o que causou o episódio de recaída.

    Isto é feito revendo a história do uso, bem como os sinais de aviso específicos e os sintomas que ocorrem durante as tentativas de conseguir a abstinência.

    De tal forma que estas informações vão fornecer dicas importantes do que foi feito errado e o que pode ser feito diferente para melhorar as chances de sobriedade permanente.

    Lembre-se, o passado é o melhor professor. Ou seja, se falhar em aprender com o passado, a pessoa é condenada a repeti-lo.

     

    Educação sobre recaída

    Nessa etapa deve-se aprender sobre o processo de recaída e como preveni-lo. Ao passo que para prevenir recaídas é preciso entendê-las.

    Portanto, quanto mais informações sobre adicção, recuperação e recaída tiver, mais ferramentas se têm para manter a sobriedade.

    Além disso, é necessário entender os sintomas da SAA e da SAD, entender o alto risco de desenvolvê-las, o que pode acioná-las e também o que precisa fazer para prevenir e lidar com elas.

    Sendo assim, procure se familiarizar com os sinais de aviso e ser capaz de dar exemplos e colocá-los nas próprias palavras para ter certeza de que entendeu.

    Leia tudo que puder, mas lembre-se, só ler não é o suficiente. Deve-se rever e discutir com outras pessoas que entendam melhor, pode ser um profissional ou algum adicto.

    Tenha em mente que o programa de educação não está completo até que o adicto seja capaz de aplicar com honestidade e com franqueza as informações que aprendeu da própria vida e das circunstâncias atuais.

    Também saiba que sem o envolvimento de outras pessoas no processo de educação, a negação pode impedir que se reconheça o que realmente está acontecendo.

     

    Identificação dos sinais de aviso no Plano de Prevenção de Recaída

    Agora é necessário identificar os sinais que dizem existir problemas na sobriedade.

    Sabia que toda pessoa tem um conjunto pessoal e único de sinais que indicam que o processo de recaída está acontecendo?

    São sinais que a pessoa dá a si mesma e aos outros de que existe o perigo de usar ou desenvolver outros sintomas da recaída. Então, a identificação dos sinais de aviso é o processo de identificar os problemas e os sintomas que podem levar à recaída.

    Visto isso, os sintomas podem ser problemas de saúde, problemas com os pensamentos, problemas emocionais, de memória ou de julgamento e de comportamento. Por isso deve-se desenvolver uma lista de sinais ou de indicações de que existe perigo.

    Esta lista pode basear-se em recaídas passadas, portanto escolha alguns avisos e coloque-os nas próprias palavras e escreva uma declaração descrevendo estes avisos e a experiência que obteve.

    De modo que é necessário ter uma lista de indicadores claros e específicos de que a pessoa está saindo de uma vida produtiva e confortável, e começando a caminhar em direção a uma recaída.

     

    Administração dos sinais de aviso

    Enfim, chegou o momento de ter planos concretos para prevenir e parar os sinais de aviso.

    Cada sinal de aviso é na realidade um problema que a pessoa precisa prevenir ou resolver desde que ocorra.

    Para evitar problemas é preciso lembrar que a adicção é uma doença com uma tendência para a recaída. Uma vez que se saiba e se aceite este fato, pode-se estar preparado para o inevitável.

    Portanto, para evitar a recaída, é necessário ver cada sinal que já foi experimentado no passado e formular um plano para se lidar com eles. Logo, é essencial estabelecer novas respostas para os sinais de aviso identificados e determinar o que fazer quando reconhecer que um sinal de aviso está atuando na vida.

    Pergunte-se: como a síndrome da recaída pode ser interrompida? Que ação positiva pode-se tomar que remova este sinal?

    É muito importante fazer uma lista com várias soluções ou possíveis soluções para resolver os problemas da pessoa. Escolha a opção mais razoável e que possa oferecer a melhor possibilidade de interromper o processo de recaída, pois esta opção é a melhor resposta.

    Procure praticar cada nova resposta até se tornar um hábito, e se a nova resposta precisa estar disponível na hora de um alto nível de estresse, pratique-a nos momentos de estresse baixo. Então, se falhar, estabeleça outro plano mais efetivo.

    Não se permita protelar um plano para interromper os sinais de aviso, pois se não possuir um plano, a pessoa não será capaz de interromper os sinais quando os mesmos ocorrerem.

     

    Treinamento de inventário no Plano de Prevenção de Recaída

    Qualquer programa de recuperação com sucesso envolve um inventário diário.

    O inventário é necessário para ajudar a identificar os sinais de aviso de uma recaída em potencial.

    Sendo assim, desenvolva uma maneira de incorporar este sistema de inventário ao dia a dia. Isto é, precisamos saber como se vai determinar quando os sintomas forem ativados. Qualquer sinal de recaída é sério.

    Por isso recomenda-se que, quando se faça inventário, se estabeleça dois rituais.

    O primeiro deve ser pela manhã, abrindo um espaço de 5 a 10 minutos para ler algo a fim de meditação e fazer um resumo dos planos para o dia. Após isso, pergunte-se se está preparado para fisicamente e emocionalmente encarar o dia.

    O segundo ritual deve ocorrer pela noite, revendo o dia e identificando com o que conseguiu lidar bem e o que precisa melhorar, que fraqueza ficou mais visível e como corrigir os defeitos e melhorar nestas áreas.

    Lembre-se: estamos buscando progresso e não perfeição. Saiba que os sinais de aviso se desenvolvem inconscientemente e muitas vezes não se sabe que eles estão acontecendo. Portanto, um inventário é a maneira para rever consciente o que aconteceu no dia.

    Conforme realização dos dois inventários, um de manhã e outro à noite, é possível perceber os sinais iniciais de recaída e fazer algo a respeito para pará-los antes de perder o controle.

     

    Revisão do programa de recuperação

    Agora que você chegou até aqui, chegou a hora de rever o programa de recuperação atual para ter certeza de que se tem a ajuda necessárias para lidar com os sinais de aviso.

    Recuperação e recaída são lados opostos da mesma moeda. Isto é, quando não se está praticando o programa de recuperação, estamos alimentando a doença e em pleno processo de recaída.

    Logo, necessário estar sempre revendo o programa, inclusive os anteriores que não deram certo (se existirem). Deve-se tentar sempre melhorar.

    Pergunte-se: Será que conheço bem a minha doença? Que sei lidar com os sintomas? Que presto atenção nas necessidades da minha saúde? Será que estou fazendo o que é certo e necessário para me manter em recuperação?

    É importante o desenvolvimento de um programa baseado no que funciona, sabendo o que não funciona. Por consequência, para cada problema, sintoma ou sinal de aviso que se identificar, precisa-se ter certeza de que existe alguma coisa no programa de recuperação para ajudar a lidar com isto.

     

    Envolvimento de pessoas significativas no Plano de Prevenção de Recaída

    Entenda: não é possível se recuperar e nem se manter em recuperação sozinho.

    Ou seja, é preciso pedir a pessoas que são significativas a ajuda para continuar sóbrio, falando sobre os sinais de aviso e pedindo retorno se elas perceberem o surgimento de algum sinal.

    Sendo assim, outras pessoas são importantes no plano de prevenção à recaída e também precisam ter conhecimento sobre os sinais de aviso.

    Portanto, é importante falar com estas pessoas regularmente. Isto é, faça uma lista destas pessoas com que tem contato. Estas pessoas vão formar uma rede de intervenção.

    Verifique qual é a importância de cada uma destas pessoas e como elas interagiram em outras ocasiões, e também como elas podem ser úteis.

    Explique a estas pessoas como são seus sinais e avisos de recaída e procure ter certeza de que elas realmente podem ajudar e de que maneira.

    Logo, é muito importante a sinceridade e que, possível, haja sempre uma representação e um treino para ajudar a interromper o processo de recaída. Então permita sempre que esta rede de pessoas participe da sua recuperação.

    Lembre-se: seus familiares também estão em recuperação.

     

    Acompanhamento e reforço

    Para finalizar, é necessário revisar o Plano de Prevenção de Recaída em intervalos regulares, à medida que existe um crescimento e mudanças na recuperação, e nunca se esquecer de que a adicção não tem cura, sendo uma doença crônica.

    O Plano de Prevenção de Recaída faz parte da recuperação e também precisa tornar-se uma maneira de vida.

    O PPR precisa ser integrado na vida em todos os aspectos da recuperação. Precisa ser compatível com os grupos de apoio que se busca uma sobriedade crescente, com o próprio tratamento e o dos familiares.

    Ele precisa ser praticado até tornar-se um hábito. A única liberdade que se tem é escolher com cuidado os hábitos que serão desenvolvidos. Fica muito real a liberdade em se organizar.

    Somente através dos hábitos e na organização de um programa de sobriedade diário pode-se conseguir a liberdade da escravidão da adicção.

    Devemos estar sempre dispostos a revisar o Plano de Prevenção de Recaída em intervalos regulares e estar dispostos a reconhecer novos problemas que ameacem a recuperação.

    Se estiver sempre atento, com certeza o resultado será a liberdade de gozar de uma sobriedade confortável e a garantia de que se tem um entendimento da recaída, que se pode identificar os próprios sinais de recaída e se tem um plano de ação para não permitir que estes sinais de aviso aumentem.

     

    Concluindo

    O Plano de Prevenção de Recaída é um mecanismo em que o adicto em recuperação reconhece e descreve quais suas situações de risco e situações de prevenção.

    Certos sinais de aviso não são tão fáceis de se evitar e alguns hábitos levam tempo para que a verdadeira mudança venha de maneira espontânea e natural.

    É preciso entender que um dos motivos que levam à recaída são os sentimentos não bem trabalhados em cada um de nós.

    É necessário apontar os fatores que podem ajudar numa prevenção à recaída, e criar habilidades para lidar com estas situações. 

    Se o adicto não consegue criar métodos para lidar com seus sinais de aviso, ele deve avaliar as situações, lugares, hábitos, pessoas e sentimentos que o levaram ao uso. 

    O tratamento da dependência química precisa ser contínuo e permanente, uma vez que é uma doença incurável. E o Plano de Prevenção de Recaída, é uma das ferramentas mais fortes para se continuar em recuperação. 

     

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  • Adicção: como o pensamento destrutivo impede a recuperação?

    Adicção: como o pensamento destrutivo impede a recuperação?

    Sabendo-se que está dentro de nós o segredo e o potencial para crescer e amadurecer, e adquirir uma vida abundante e feliz, podemos combater a adicção e os pensamentos destrutivos, e conquistar e desfrutar uma sobriedade duradoura. Logo, podemos tornar-nos pessoas de grande autoestima e de expectativas otimistas, e também podemos tornar-nos vencedores.

    Quantos conseguem manter-se sóbrios e bem, depois de sua primeira experiência de tratamento? Quantos recaem, mergulhando outra vez na doença e no desespero da adicção? O fato é que a doença é caracterizada pela recaída. Isto é, entre aqueles que tentam sinceramente manter-se sóbrios, através de aconselhamento e grupos, muitos escorregam sem esperança para uma dependência crônica para o uso.

    O que acontece? Será que são estúpidos? É pouco provável, pois recuperação não depende de inteligência. Por exemplo, um doutor em Física Nuclear não pode garantir a sua sobriedade, nem se ganhar na loteria ou nem mesmo se for primeiro em todos concursos. Não é a inteligência, a sorte, ou a beleza que nos mantém em recuperação, mas sim as atitudes, elas sim fazem a diferença.

    Portanto, continue lendo este artigo e descubra como o pensamento destrutivo impede a recuperação de um adicto!

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    A atitude é a resposta para a adicção

    As atitudes são tanto um caminho para uma recuperação saudável e feliz como o caminho para uma recaída. A ideia é mudar de vida com o poder do pensamento positivo. “Nós tornamo-nos, literalmente, naquilo em que pensamos na maior parte do tempo”.

    Infelizmente, aqueles que estão sempre tentando entrar em recuperação e não conseguem sofrem de pensamento destrutivo, e este sentimento é uma má atitude, é ser negativo, é se culpar e estar cronicamente insatisfeito.

    As nossas más atitudes podem até enganar a todos, mas a nossa arrogância e o falso orgulho levam-nos a acreditar que os nossos pensamentos e ações destrutivas são tão doces quanto às flores da primavera.

    Ou seja, é sempre o outro que está errado! Este é outro elemento do pensamento destrutivo da adicção, tornamo-nos peritos em culpar os outros, enquanto permanecemos cegos aos nossos próprios defeitos.

    Contudo, o pensamento destrutivo é um dos maiores sintomas da doença. Todos nós sofremos disso uma vez ou outra. O pensamento destrutivo pode acabar com nossa recuperação, mesmo quando sóbrios. uma vez que quem escorrega para uma recaída crônica é um pensador destrutivo por excelência.

    Portanto, devemos examinar nosso pensamento: será a nossa atitude positiva e construtiva? Praticamos o pensamento destrutivo? Estamos pendurados na recuperação com os dentes cerrados e com a infelicidade violenta?

    Isto é, para ter uma recuperação bem sucedida e para nos sentirmos bem mentalmente e fisicamente, precisamos ter as cabeças no lugar com o pensamento claro e racional.

    Para conseguirmos isto temos que reconhecer nossos padrões de pensamentos destrutivos e aprender maneiras de transformá-los em padrões positivos.

    Existem quatro denominadores comuns que parecem caracterizar as pessoas que voltam ao uso, e estas quatro atitudes podem aparecer em qualquer período, mesmo depois de vários anos de sobriedade, tendo um papel primordial durante os primeiros meses críticos.

     

    Atitudes negativas que impedem a recuperação da adicção

    Estas atitudes são muitas vezes a causa da recaída durante o primeiro ano após o tratamento. Uma pessoa pode terminar o tratamento de recuperação com êxito e mesmo assim continuar tendo um pensamento destrutivo. O tratamento é apenas o começo da recuperação. A recuperação é um processo pro resto da vida. A recuperação é dinâmica, é mudança, crescimento e amadurecimento.

    Vamos olhar mais de perto para as atitudes negativas que podem impedir a nossa recuperação de seguir no bom caminho.

     

    Adicção: Conversa fiada (papo furado)

    Isto é um exemplo muito importante do pensamento destrutivo: fazer afirmações que não são sinceras. Muitas vezes até desejamos que nossas palavras sejam verdadeiras, mas não conseguimos e a conversa de nada vale. A recuperação exige ação! Mudança! Compromisso! Trabalho!

    O papo furado é perigoso para nossa recuperação, porque somos suficientemente ingênuos para acreditar que ao repetir as palavras certas podemos substituir o trabalho doloroso e difícil de olharmos para dentro de nós mesmos e mudarmos as crenças e comportamentos que tornaram nossas vidas desgovernadas.

    Certas frases feitas são características da conversa fiada:

    • Prometo não fazer mais isso;
    • Acho que agora aprendi a lição;
    • Eu acho os grupos legais, mas..;
    • Sei que nunca mais vou beber;
    • Eu vou deixar de (fumar, dirigir sem carteira, comer porcarias, etc.) assim que..;
    • Farei tudo o que disser, desde que (não me despeça, não me meta na cadeira..);

    Lembre-se: normalmente acreditamos na nossa conversa fiada. Continuidade é o que distingue a falsidade do papo furado, a sinceridade do verdadeiro compromisso com a recuperação.

    Devemos fazer-nos as seguintes perguntas:

    • Realmente faço a lista das coisas que devo fazer e melhorar, ou falho no que tenho na lista?
    • No meu íntimo acredito que embora outros adictos precisem de um programa de recuperação, esse programa não se aplica à minha situação?
    • Digo frases sobre a minha recuperação na esperança de ganhar a aprovação das pessoas que não me consideram?
    • Faço promessas para melhorar o meu comportamento e essas promessas nunca se realizam?

    Se a resposta é sim, mesmo que seja para uma destas perguntas, estamos sabotando nossa recuperação ao entrarmos na conversa fiada, caminhando para a adicção, querendo agradar os outros.

    A chave da conversa fiada é a insinceridade. Continuamos enganando os outros e a nós mesmos.

     

    Adicção: Grandiosidade

    É outro lado da baixa autoestima, caracterizado por um sentido exagerado do “eu”, e aqueles que sofrem disso possuem um sentido embaraçosamente irrealista de sua impotência, talentos e habilidades.

    A adicção nos faz achar que as pessoas são estúpidas para reconhecerem a nossa insinceridade e isso nos leva a continuar com a conversa fiada.

    Grandiosidade é acreditar que podemos continuar andando com velhos amigos da ativa sem recair, é acreditar que os outros precisam de grupos, mas nós não precisamos, é acreditar que somos melhores, mais espertos ou dignos. Grandiosidade é pensamento destrutivo.

    Devemos pôr-nos as seguintes questões:

    • Pretendo frequentar bares porque sei que sou suficientemente forte para não ser tentado a beber outra vez?
    • Provavelmente posso voltar a beber em sociedade ou usar outras drogas moderadamente se eu quiser?
    • Penso que todas essas reuniões de Doze Passos e sessões de acompanhamento são tempo perdido e não valem a pena?
    • Será que estar rodeado nos grupos por muitos recaídos me dá arrepios?

    Se respondermos sim, mesmo que seja uma vez, estamos sabotando nossa recuperação com uma grandiosidade irrealista. É um paradoxo, mas os adictos podem ser grandiosos mesmo sofrendo um complexo de interioridade. Dependendo de como nos sentimos e da situação, oscilamos entre o falso orgulho e um ego inchado de grandiosidade a uma depressão destruidora e uma baixa autoestima.

    Com baixa autoestima nos viramos para dentro, e com a grandiosidade, visamos o exterior, as pessoas e as regras da sociedade e da natureza. Quando começamos a pensar que as regras não são para nós, desenvolvemos outro problemas de atitude.

     

    Adicção: Facilitar

    É sábado e o sol brilha, os pássaros cantam e está um lindo dia. Então que mal faz não ir a uma reunião de acompanhamento no centro de tratamento? Será que aconteceu alguma coisa de mau por não termos ido a reunião semana passada? Qual a importância do acompanhamento?

    A importância é que o sucesso da nossa recuperação depende exclusivamente do nosso empenho em continuarmos ativos no nosso “acompanhamento”. Quando começamos a falhar ao que está marcado, a fugir de reuniões e a arranjar desculpas, estamos começando a facilitar.

    Facilitar é uma forma de enganar. Começa devagar, mas pode rapidamente tornar-se uma recaída total e a volta à adicção ativa. As primeiras mentiras parecem pequenas e inocentes, de modo algum preocupam. Sempre existe uma boa explicação para o nosso desvio. A menos que reconheçamos o facilitar como o pensamento destrutivo que é, ele inevitavelmente nos conduzirá ao desastre.

    Devemos perguntar-nos:

    • Deixei de ir ao grupo porque estava cansado ou ocupado, ou porque achei que estava bem e não precisava?
    • Fiz uso, ainda que tenha sido só uma vez?
    • Estou ignorando alguma instrução do meu conselheiro ou do meu médico no que diz respeito à dieta, exercício, controle do estresse, trabalhar em casa, porque é muito trabalho?
    • Deixei de fazer o meu inventário diário ou evitei ter uma ação positiva para corrigir os meus defeitos?

    Se respondermos positivamente ao menos uma dessas perguntas, estamos negligenciando nossa recuperação por facilitarmos. A chave do facilitar é desculpar-se.

    Podemos tornar-nos peritos em combinar conversa fiada, grandiosidade e facilitar para formar uma péssima atitude que coloca a perigo a nossa recuperação. Um exemplo do nosso pensamento negativo pode soar assim: “Penso que os grupos são formidáveis (conversa fiada), mas não sou do tipo que precisa desse apoio do grupo para manter em pé (grandiosidade). Além disso, preciso de todo meu tempo para estar com a família, para compensá-los do abandono de quando fazia uso (arranjando desculpas)”.

    No decurso normal dos acontecimentos, a família e os amigos começarão a notar o “facilitar” e ficarão preocupados, censurando-nos. Isto fará com que apareça a nossa rebeldia.

     

    Adicção: Rebeldia

    Os adictos são um grupo rebelde. Não suportamos que nos digam o que fazer. Parece que temos uma tendência para resistir e opormo-nos à autoridade. E para nós, a autoridade pode ser qualquer um que tente influenciar nosso comportamento.

    Talvez a nossa rebeldia provenha da nossa grandiosidade, pois queremos ter sempre razão. A nossa grandiosidade engana-nos, fazendo-nos acreditar que temos todas as respostas, se todos fizerem as coisas a nossa maneira.

    Claro que nem sempre mostramos a nossa rebeldia. Podemos mostrar-nos perfeitamente agradáveis e alegres por fora, mas por dentro estamos tramando alguma coisa para virar a situação e fazermos exatamente o que nos convém.

    Por causa da nossa rebeldia e grandiosidade, não somos muito bons em receber sugestões sobre o programa de pessoas que poderiam nos ajudar.

    Deveríamos perguntar-nos:

    • Sinto-me como se as outras pessoas estivessem sempre tentando governar a minha vida?
    • Faço promessas para melhorar o meu comportamento, quando na verdade não tenho intenção nenhuma de mudar?
    • Será que às vezes penso que o conselheiro ou o terapeuta é doido ou pior ainda?

    Se a resposta for afirmativa para ao menos uma dessas perguntas, estamos sabotando nossa recuperação com rebeldia. A chave da rebeldia é a imaturidade. Em muitos aspectos somos como crianças grandes.

    Queremos ser o centro das atenções e que nossas necessidades sejam atendidas. Ficamos zangados e ressentidos quando as pessoas não procedem como nós queremos. Rebeldia é querer ter o controle do irreal.

    Estamos tão ocupados em tentar controlar e mudar os outros de um modo arrogante, que não temos a energia ou visão necessária para mudarmos a nós mesmos e ao nosso pensamento destrutivo causado pela adicção.

     

    Concluindo

    Estes quatro desvios de comportamento promovem crenças destrutivas que podem tornar nossas vidas desgovernadas e infelizes mesmo quando estamos sóbrios. Mas podemos mudar! Podemos desafiar o nosso pensamento e comportamento destrutivo e aprender novas e saudáveis respostas à vida.

     

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  • Rei Bebê: qual a sua relação com a dependência química?

    Rei Bebê: qual a sua relação com a dependência química?

    Qual a relação entre o Rei Bebê e a dependência química? Se você nunca ouviu falar neste termo, continue lendo o artigo e entenda tudo sobre o Rei Bebê, termo da psicologia que vai de encontro com a doença da adicção.

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    Quem é o Rei Bebê?

    Para compreendermos o Rei Bebê, vamos imaginar os momentos que estamos dentro do ventre de nossa mãe. Sentimos calor, segurança, conforto, liberdade e poder. Todas as nossas necessidades são satisfeitas, somos o centro do nosso universo.

    Além disso, a infância também encoraja as nossas atitudes de Rei Bebê: as nossas exigências ruidosas de alimento, atenção e carinho são imediatamente atendidas.

    Portanto, somos de novo o centro de um vasto reino. Isto é, os nossos desejos são da máxima importância.

    Uma vez que passamos por processos naturais de maturação da infância e do estado adulto, a maior parte da nossa mentalidade de Rei Bebê é abandonada e substituída por atributos que permitem uma maior capacidade de adaptação.

    No entanto, alguns avançam através dos estágios do desenvolvimento físico sem desprender desta criatura imatura.

    Ou seja, para nós, o Rei Bebê nunca esquece a aconchegada e maravilhosa segurança da vida pré-natal e infantil e tentará constantemente voltar a experimentá-la.

     

    Características do Rei Bebê

    Ao tentarem recuperar a segurança da infância, os Reis Bebês continuam a funcionar com base nos mesmos sentimentos que, muito tempo atrás, tanto os gratificaram.

    “Quando os traços infantis se mantêm na idade adulta, diz-se que a pessoa é imatura”, visto que esta imaturidade está ligada aos traços de sentimentos de onipotência, incapacidade de aceitar frustrações e fazer as coisas sem pensar.

     

    O Rei Bebê pode apresentar as seguintes características:

    • Ficam muitas vezes irritados com as pessoas que representam autoridade ou com receio delas e tentam pô-las uma contra as outras de modo a conseguirem o que querem;
    • Procuram aprovação e frequentemente perdem a sua própria identidade no decorrer do processo;
    • São capazes de causar uma boa primeira impressão, mas incapazes de a manter;
    • Têm dificuldades de aceitar críticas pessoais e sentem-se ameaçados e irados quando são criticados;
    • Têm personalidade adictiva e deixam-se levar a extremos;
    • Não se aceitam ou alienam-se de si mesmos;
    • Ficam muitas vezes imobilizadas pela ira, frustrações e raramente estão satisfeitos;
    • Sentem-se geralmente sozinhos mesmo quando rodeados de pessoas;
    • Estão sempre se queixando e culpam os outros do que lhes acontece de mal na vida;
    • Sentem que não são apreciados e que não pertencem;
    • Veem o mundo como uma selva cheia de pessoas egoístas que não estão disponíveis para eles;
    • Encaram tudo como uma catástrofe, como uma situação de vida ou de morte;
    • Julgam a vida em termos absolutos: preto ou branco, certo ou errado;
    • Vivem no passado, ao mesmo tempo em que receiam o futuro;
    • Têm fortes sentimentos de dependência e um medo exagerado do abandono;
    • Possuem medo do insucesso e da rejeição e não tentam fazer coisas novas que possam vir a falhar;
    • Têm a obsessão do dinheiro e das coisas materiais;
    • Sonham com planos e esquemas grandiosos e tem pouca capacidade de fazer com que eles aconteçam;
    • Não podem tolerar a doença neles ou nas outras pessoas;
    • Preferem agradar aos superiores e intimidar os subordinados;
    • Acham que as regras e as leis são para os outros e não para eles próprios;
    • Tornam-se frequentemente adictos da excitação e de uma vida de frenesi;
    • Guardam para si as emoções dolorosas e perdem o contato com os seus sentimentos.

     

    A criança assustada e o Rei Bebê

    Muitos adictos têm dentro de si uma mulher ou um homem assustado, solitário e envergonhado que murmura contra si os próprios pensamentos derrotistas, baseados numa vida inteira de mensagens negativas. Por isso, constantemente se comparam aos outros e sentem que não estão à altura deles.

    Assim, estes sentimentos de falta de valor próprio, de culpabilização, e de não pertencer, tomam-se no núcleo central da nossa personalidade. O Rei Bebê – ser egoísta e exigente – emerge como reação a estes sentimentos de vergonha e de inadequação.

    Ao lutarmos de forma infantil para sermos aceitos e agradarmos aos outros, começamos a procurar coisas exteriores para nos sentirmos melhor por dentro.

    Isto é, vestuários de alta costura, carros de corrida, namoradas ou namorados giros, drogas e a excitação de uma vida frenética ajudam a acalmar o nosso sofrimento.

    Criamos uma aparência atrativa, magnética, encantadora para conseguirmos o que queremos. Sendo assim, usamos expedientes como a procura do prazer, a procura do poder e a procura de atenção para preencher o vazio, mas o vazio mantém-se. De tal forma que não há amor, estatuto, dinheiro ou fama que cheguem para a criança assustada que existe em nós.

    Considerando tudo isto como uma fraqueza, a parte de nós que corresponde ao Rei Bebê tentará destruir, atacar e pôr de lado a nossa criancinha assustada. Ao negar estes sentimentos, o Rei Bebê encobre, em última análise, o fato de a criancinha assustada existir.

     

    Rei Bebê e a luta interior

    Compreender o Rei Bebê é difícil porque as coisas nunca são aquilo que parecem ser à superfície. Existem dois fatores principais de motivação: em primeiro lugar a criança assustada, solitária, que não quer ser mais magoada e, em segundo lugar, o Rei Bebê que nunca está satisfeito.

    Quando a criança receosa que existe em nós ouve a palavra NÃO, uma mensagem interior diz-nos que somos maus. Sentimo-nos amados quando somos acarinhados, e não amados quando nos corrigem ou nos ralham. Quando somos criticados, a nossa imaturidade insiste no direito de fazermos o que entendermos e argumenta que, se somos amados, os outros devem deixar-nos fazermos o que queremos. Muitas vezes as nossas manipulações permitem-nos ganhar.

    Ambas as facetas – a criança medrosa e o Rei Bebê exigente – ficam temporariamente satisfeitas se criarmos a pessoa que pensamos que os outros querem que sejamos. No entanto, a base para uma recuperação duradoura será a criança assustada readquirir o sentimento do próprio valor e aprender a controlar os comportamentos de Rei Bebê.

     

    Concluindo

    A nossa mentalidade de Rei Bebê insiste em que dirijamos as nossas vidas e controlemos as nossas vontades. Mas, ao agirmos assim, o Rei Bebê impede a nossa recuperação saudável.

    Temos de renunciar aos traços infantis da nossa personalidade antes que nossa doença possa ser totalmente dominada. A personalidade compulsiva do Rei Bebê pode acelerar a adicção ou conduzir para uma recaída.

    Temos que nos manter conscientes destas tendências ao trabalharmos o nosso programa de recuperação de Doze Passos.

     

     

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  • Doença da adicção: descubra o segredo para vencê-la!

    Doença da adicção: descubra o segredo para vencê-la!

    Não há uma grande vitória que não seja precedida de uma grande batalha. Para conquistar objetivos importantes, como, por exemplo, vencer a doença da adicção, é necessário ter coragem e uma boa dose de disposição para lutar, pois a batalha será árdua por conta das adversidades e dos riscos que se apresentarão em seu contexto.

    Continue lendo esse artigo e descubra como a coragem se relaciona com a doença da adicção e por que você deve ter coragem para vencê-la!

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    Como a coragem se relaciona com a doença da adicção?

    A coragem não é exatamente a ausência de medo, mas a capacidade de dominar essa emoção e lidar com o comportamento adictivo. Nas tribulações e nas situações reais é que se torna possível a aferição verdadeira do requisito coragem.

    A palavra vencer pressupõe batalha. A palavra batalha pressupõe a necessidade de enfrentamento. A necessidade de enfrentamento pressupõe coragem.
    A coragem é evidenciada em atitudes.

    Muita gente deixa de conquistar grandes objetivos porque no momento mais crítico cede ao medo e desiste.

    Quando se toma posse da coragem, a mudança de comportamento vem junto, conseguindo então superar qualquer obstáculo para realizar os sonhos almejados.
    A conduta ideal na hora extrema deve ser controlar seus maiores receios, e não se deixar dominar por eles.

    A adicção, quando não controlada, faz com que o adicto perca sua conduta e o sentido da vida.

    Coragem é enfrentar o risco de quebrar em um momento de crise e investir, é tentar recuperar sua sanidade quando ninguém mais acredita, buscar ajuda, conhecimento e o que lhe falta no momento da dificuldade e salvar sua vida.

    Ninguém precisa acreditar em sua capacidade mais do que você mesmo. A vida em recuperação nada mais é do que viver pra si próprio, se amar em primeiro lugar.

     

     

    Por que a coragem é importante para vencer a doença da adicção?

    O ser humano tem consciência de que é capaz de fazer muitas coisas, se de fato tiver coragem para enfrentar as dificuldades que aparecem no caminho.
    As condições nem sempre estão a nosso favor. Todos podem sonhar, buscar superar-se, desenvolver seus talentos, motivar-se e ter um espírito determinado, mas prosseguir exigirá coragem.

    Para que um adicto possa prosseguir em sua recuperação e atingir seus objetivos, a coragem não pode faltar, pois é com ela que o indivíduo consegue ter atitude de mudança e voltar a ter uma boa qualidade de vida.

    Nos momentos de tormenta, a determinação de superar as dificuldades deverá estar amparada em uma mente corajosa e tranquila. Uma pessoa sem coragem não consegue motivar-se ou mesmo esforçar-se em prol do objetivo.

    A adversidade produz temor, incerteza, desconforto e tensão. Só vence quem reúne forças para suportar as horas difíceis. Nos momentos de angústia, as escolhas certas envolvem riscos.

    Uma pessoa não consegue grandes resultados se não for corajosa para enfrentar firmemente os perigos e percalços do caminho. Essa bravura deve ser moderada pela prudência, mas não anulada. Os riscos serão calculados, minimizados, mas não desprezados.

     

     

    Concluindo

    A prudência não pode ser desprezada, pois a segurança é algo que todos devem valorizar na vida. No entanto, ela não deve ser o instrumento que anula totalmente a coragem e a ousadia.

    Tudo na vida deve ser planejado por etapas, principalmente para uma pessoa que busca viver em recuperação. Deve-se pensar que em qualquer momento da vida a droga poderá atrapalhar toda sua perspectiva.

    Portanto, é necessário haver um equilíbrio capaz de garantir que tenhamos chances de progresso mesmo em meio às circunstâncias difíceis.
    “Coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo, e não a ausência dele” (Mark Twain).

     

     

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